segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Só tenho uma coisa pra falar

"As melhores coisas da vida, não são coisas."


quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Eu odeio gente chique, eu não uso sapato

Mas que se foda.
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Impressionante como poucas palavras fazem tanto sentido. Tão coerente e tão cabível neste lugar e neste momento.


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Prazer, Holden.

Aí, bolei o que é que eu devia fazer: ia fingir que era surdo-mudo. Desse modo, não precisava ter nenhuma conversa imbecil e inútil com ninguém. Se alguém quisesse me dizer alguma coisa, teria de escrever o troço num pedaço de papel e me entregar. Depois de algum tempo iam ficar um bocado aporrinhados de ter que fazer tudo isso, e aí eu nunca mais precisaria conversar pelo resto da minha vida. Todo mundo ia pensar que eu era só um infeliz dum filho da mãe surdo-mudo, e iam me deixar em paz sozinho. Me deixavam botar gasolina e óleo na droga dos carros deles, e me pagavam um salário para fazer isso. Com o dinheiro que fosse ganhando, construiria uma cabaninha para mim em algum lugar e viveria lá o resto da vida. Ia fazer a cabana bem pertinho de uma floresta, mas não dentro da mata, porque ia fazer questão de ter a casa ensolarada pra burro o tempo todo. Cozinharia minha própria comida e mais tarde, se quisesse casar ou coisa parecida, ia encontrar uma garota bonita, também surdo-muda, e nos casaríamos. Ela viria viver comigo na cabana e, se quisesse me dizer alguma coisa, teria de escrever numa porcaria dum pedaço de papel, como todo mundo. Se tivéssemos filhos, iam ficar escondidos em algum canto. Podíamos comprar uma porção de livros para eles e nós mesmos íamos ensiná-los a ler e escrever.

Certo. Eu sempre soube que ia acabar ficando meio deslocada em qualquer lugar que eu estivesse simplesmente pelo fato de possuir  gostos peculiares a bastante particulares. E claro, por também ser chata além da conta. Mas vejamos, as coisas têm piorado. Tenho ficado cada vez menos sociável, mais afastada, mais calada (?) e muito mais observadora. Eu acredito que isso ocorre gradativamente devido ao simples fato de que eu tenho, na minha modesta opinião, ficado mais inteligente. Sim, é meio complexo. Tenho me desviado de coisas banais, clichês e de gosto comum. E creio eu, que essas escolhas, seja por leituras mais difíceis, filmes complicados, músicas para ouvidos afiados e com certeza por experiências digeridas muito lentamente que me proporciona esse feedback de conhecimento acima da média. Você percebe que começa a ficar mais inteligente quando começa a se afastar das pessoas ou ter medo delas. E começa a entender aquelas pessoas que foram sempre reclusas (e acaba se perguntando: por que eu não me aproximei desta pessoa em específico?). O negócio é que, você fica meio alienado nos assuntos comuns de qualquer indivíduo merda. Não espero que ninguém me entenda, até mesmo porquê não é muito simples de explicar. Eu tenho saído cada vez menos com pessoas e todas as vezes que eu saio para qualquer reunião de "amigos" eu volto pra casa mais assustada (como existe tanta gente burra?), mais calada (nenhum assunto me interessou de fato), mais observadora (sentindo vergonha alheia) e com mais sono do que de costume (cansei de viver, há). Agora percebo que antes, eu até me esforçava para participar dos assuntos, tal. Me esforçava para discutir. Daí eu penso: para quê discutir se eu posso ignorar? E bum, a vida ficou mais simples. Você pode ignorar tudo se você quiser. Só que na verdade a vida vai ficando cada vez mais difícil, por que você vai começando a achar as pessoas idiotas demais, e as redes sociais contribuem tanto pra isso, percebe? Impressionante (lembrete para assunto de outro post polêmico). Eu poderia ficar aqui por horas infinitas descrevendo a vergonha alheia que sinto da maioria das pessoas quando me deparo com suas vidas expostas por aí. Mas daí eu ignoro, é até por isso que nem escrevo mais. E minha escrita tá enferrujadíssima. Mas simplesmente porque não me importo mais sabe. Me desculpem meus colegas aí da rua, mas estou superando as coisas e subindo de nível. Hahaha (só que não). 
Sério, tá foda viver. E tem mais, cansei de escrever aqui. Por hora.

domingo, 8 de setembro de 2013

Das quinze coisas que você precisa abandonar para ser feliz.

Pare de reclamar.
Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.

Confira as outras quatorze clicando aqui. E seja feliz :)

sábado, 10 de agosto de 2013

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Sobre aquele tal de orgulho.

'O orgulho é um defeito muito comum. Por tudo o que eu já li, tenho certeza de que é muitíssimo comum mesmo; a natureza humana tem uma inclinação especial para esse defeito, e muito poucos dentre nós não nutrem um sentimento de complacência para consigo mesmos, sob pretexto de uma ou outra qualidade, real ou imaginária. Vaidade e orgulho são coisas diferentes, embora sejam palavras usadas muitas vezes como sinônimos. A pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho está mais ligado à opinião que temos de nós mesmos, e a vaidade ao que os outros pensam de nós.'
Do livro: Orgulho e Preconceito de Jane Austen

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Sobre como amar uma mulher

Certa vez, um homem um tanto sábio chamado Bob Marley, disse o seguinte:
“Você pode não ser o primeiro homem dela, o último homem dela ou o único homem dela. Ela amou antes, pode ser que ela ame de novo. Mas se ela te ama agora, o que mais importa? Ela não é perfeita - você também não é, e vocês dois podem nunca ser perfeitos juntos, mas se ela te faz rir, te faz pensar duas vezes, e admite ser humana e cometer erros, segure-se a ela e dê a ela o máximo que você puder. Ela pode não estar pensando em você a cada segundo do dia, mas ela te dará uma parte dela que ela sabe que você pode quebrar - o coração dela. Então não machuque ela, não mude ela, não analise e não espere mais do que ela pode dar. Sorria quando ela te fizer feliz, diga a ela quando ela te deixar com raiva, e sinta a falta dela quando ela não estiver por perto.”

sábado, 15 de junho de 2013

Fuck it, I'm young.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

quarta-feira, 15 de maio de 2013

O problema em ser sincero

As pessoas pedem e vivem cobrando sinceridade e honestidade uns dos outros, mas no fundo ninguém está preparado para ouvir a maioria das coisas que o outro pensa de você, seja porque é algo muito duro de se encarar, ou seja mesmo por opinião, mas a verdade é nua e crua: queremos sinceridade, mas não gostamos quando ela é jogada na nossa cara, principalmente quando não nos preparamos para ouvi-la, , tornando tudo meio contraditório.
Acaba que no fim das contas as pessoas querem que sejamos sinceras mas querem ouvir somente aquilo que as agradam. E veja bem, isso não é, no todo, sinceridade. E aí?

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Acasos e descasos (principalmente).

Você não se sente confortável em admitir mas a verdade é que você mudou. Dias sombrios estiveram presentes nas nossas últimas semanas e você disse que estava tentando. Só que eu não sei ao certo se você realmente estava tentando de fato ou se é/era apenas uma forma inteligente de me punir, não seria a primeira vez. A gente costumava se conhecer melhor, mesmo você e seu jeito monossilábico de ser não era mais tão indecifrável para mim e eu, bom, não preciso dizer o quanto era transparente para você. Me despi inteiramente como maneira de que você me conhecesse mais do que eu mesma. Mas as coisas mudaram, eu entediada e você se afastando. No fim percebi que eu estava novamente deixando minha identidade de lado para te agradar, como largar o cigarro ou deixar de usar aquela blusa porque você achava que me deixava gorda. Juntamente a isso, percebi que você não me agrada mais, ou nunca agradou de fato, talvez fosse somente minha imaginação perante ao encanto que você causava em mim. Não sei. Eu me esforço para te decifrar mas agora tem uma barreira, um muro e eu perdi todo o controle. O que o tempo fez com a gente? O que nós fizemos com a gente? Chegamos naquele ponto em que você está frio, calado e eu estou chata e reclamando de tudo. Você desconfia de mim e eu não acredito em você, só no seu descaso, totalmente evidente. Uma coisa que me disseram uma vez é que se a gente não tomar cuidado o amor vai se dissipando, acabando, indo embora com o relógio. E na maioria das vezes, as pessoas deixam ele ir sem ao menos perceber. E quando a gente vê, já foi e não tem mais como fazer aquilo voltar, nem tentando. O meu medo, na realidade, é que isso, justamente isso, esteja acontecendo com a gente, nesse exato momento.      

terça-feira, 7 de maio de 2013

Respire e conte até dez

Autoajuda que não tem ajudado muito.
"Tente não se martirizar por possuir um diploma ‘inútil’. Dinheiro é um terror e as coisas não aconteceram exatamente como você planejou, mas você tinha mesmo que fazer faculdade… E ter um diploma não é a pior coisa do mundo. Nós vamos resolver essa confusão, provavelmente. O ponto é que você não merece menos só porque ir à faculdade não trouxe um retorno imediato. Seja paciente, trabalhe com o que você tem e lembre-se que muitos de nós estamos nessa juntos."

terça-feira, 30 de abril de 2013

domingo, 7 de abril de 2013

E depois?

(...)
Você pode ir embora ou ficar, e isso terá acontecido. De modo que eu tenho tentado pensar em você como uma metáfora ou algo assim, mas a coisa não funciona. O fato terrivelmente inconveniente é que, sem você junto a mim, tudo volta ao estado que era antes. Não pode ser de outra forma. E, preciso dizer, os livros não têm ajudado em nada a esse respeito. Porque, sempre que lemos alguma coisa sobre o amor, sempre que alguém tenta defini-lo, há sempre um estado ou um substantivo abstrato, e eu tenho que pensar nele dessa maneira. Mas, na realidade, o amor é... Bem, é simplesmente você. E quando você vai, o amor se acaba. Não há nada abstrato a respeito dele.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Sem mais para o momento

O que a gente espera da vida? Um emprego em que o salário dê para comprar cervejas e cigarros nos finais de semana. E talvez cds e livros (quando/se sobrar).

terça-feira, 26 de março de 2013

Incertezas

"Onde eu me vejo em dez anos? Essa é uma boa pergunta. Certo. Sabe o que eu gostaria realmente? Gostaria de ser tão feliz quanto sou agora. Mas sei que não há muita chance disso acontecer. No fim da vida quando olhamos para trás, só há duas ou três épocas em que fomos realmente felizes e nem mesmo percebemos. Ninguém percebe, não é mesmo? Então onde eu me vejo em dez anos? Acho que gostaria...Gostaria de estar aqui. Aqui mesmo. Neste momento. Não é que eu tenha medo de incertezas, não é isso. Mas é que aprendi que quando temos algo bom, devemos tentar segurar esse momento. Segurar bem firme e se alguém tenta tirar isso de você, o que você deve fazer é mostrar que vão precisar arrancar isso dos seus dedos frios e mortos."

Seth Cohen- The O.C., terceira temporada, episódio treze.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Desperdício

Eu parei de digitar. Se estivesse usando caneta e papel, teria amassado a folha com desagrado, mas com e-mails não existia um gesto equivalente, já que tudo havia sido projetado para impedir que você cometesse erros. Eu precisava de uma tecla de "foda-se", algo que produzisse um trovão satisfatório ao ser acionado. O que eu estava fazendo?

Adaptei fragmentos do livro Juliet, nua e crua do Nick Hornby.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Fim de tarde

[16:44] Abri os olhos e vi que meu travesseiro estava todo babado, meu braço esquerdo dormente e cheio de marcas do lençol. Minhas pernas estavam bambas e pisquei os olhos várias vezes para me situar. Ao meu redor, um pratinho com duas fatias mordidas de pão integral, meus fones de ouvido embolados, a tela do meu computador que já ficara escura e sem imagem, Passion Pit tocando baixo, um livro e vários papeis espalhados. A janela estava aberta, o vento e o cheiro agradável que entravam por ela me mostravam que havia chovido mais cedo, o céu estava parcialmente sem nuvens e eu acabei me afundando um pouco mais em meio a travesseiros e papéis que me rodeavam. Por alguns minutos fiquei olhando para o teto, semi-acordada e mexendo na minha franja bastante desestruturada. Aumentei um pouco o volume da música na esperança de me animar um pouco e conseguir me levantar. Me remexi e virei pois estava deitada totalmente atravessada e meu notebook corria um sério risco de receber um chute involuntário. Ouvi meu celular vibrar em algum lugar distante, apalpei o colchão nas proximidades até onde minhas mãos alcançavam, mas não tive sucesso na minha pseudoprocura e meu corpo estava preguiçoso demais para levantar e procurar em outro lugar. Na realidade pouco me interessava saber quem estava ligando. Ajeitei minha coluna e continuei um tempo nessa posição, dobrei uma perna nua sobre a outra, aumentei o volume da música uns decibéis a mais ao começar Swimming in the Flood e decidi que era assim que eu queria ficar por hoje. Deitada. Pensando aleatoriamente. Olhando para a janela e assistindo o céu mudar de cor até anoitecer. Ouvindo melodias doces. Cochilando hora ou outra. Me arrastando tediosamente para os cantos da cama. Era assim que eu iria ficar, por tempo indetermidado, até germinar uma vontade de fazer qualquer outra coisa.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Hoje.

Acreditem, eu sou mulher. Subo no salto 15, me maquio bastante e vou ser mulher pela rua afora. E sabe, eu gosto de ser mulher, poder ser camaleoa e ser uma mulher diferente a cada dia. Eu costumo ser forte, me mascarar e sair por aí distribuindo felicidade , que mulher não faz isso? Mas a verdade é que debaixo desse salto e por trás dessa maquiagem toda, existem mulheres frágeis, neuróticas, inseguras. Sim, falo por mim. A gente é guerreira porra, faz dieta, academia, se mata na depilação para tentar ficar com uma melhor aparência física. Mas lá no fundo o que manda é o que nós, mulheres, pensamos e fazemos. São nossas atitudes que nos tornam diferentes dos demais. É saber sacrificar-se na hora que precisa, segurar a barra, ter aquele joguinho de cintura em momentos complicados e delicados e que só a gente sabe como ter. Hoje é um dia que nos foi dedicado, porque nós merecemos, com certeza, nós merecemos.
Eu, Dayane, sou uma mulher, altamente neurótica, com doses extras de paranóia, tenho muita celulite, se eu não me cuidar minhas pernas ficarão muito peludas, eu bebo mais-que-socialmente, fumo esporadicamente, encolho a barriga, uso sutiã de enchimento. Sou bastante insegura, penso mais do que faço. Mas no fim das contas eu não me importo de ter peito pequeno e estrias, nem aquelas gordurinhas pulando do jeans. Porque eu sou mulher, e sou mais eu. Um corpo não define a classe feminina, o que define é sua capacidade de saber ser uma pessoa de caráter e integridade.
Antes de ser tão feminista, seja mais feminina. E feliz dia 8 de março.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

O futuro

"Viver cada dia como se fosse o último - esse era o conselho convencional, mas na verdade quem tinha energia para isso? E se chovesse ou você estivesse de mau humor? Simplesmente não era prático. Era bem melhor tentar ser boa, corajosa, audaciosa e se esforçar para fazer a diferença. Não exatamente mudar o mundo, mas um pouquinho ao redor. Seguir em frente, com paixão e uma máquina de escrever elétrica e trabalhar duro em... alguma coisa. Mudar a vida das pessoas através da arte, talvez. Alegrar os amigos, permanecer fiel aos próprios princípios, viver com paixão, bem e plenamente. Experimentar coisas novas. Amar e ser amada, se assim houver oportunidade."
David Nicholls em Um Dia.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Tudo o que precisamos são vinte segundos de coragem insana

Se me dissessem que só é possível dar um conselho, seria este: seja corajoso.
Sim, tenha coragem. Cada vez mais tenho percebido quão covarde as pessoas são, ninguém faz o que realmente quer, ninguém é totalmente de verdade, as pessoas arquivam suas vontades. A sociedade e as redes sociais tem nos moldado de tal forma que viramos marionetes e quanto mais tempo eu passo conectada mais eu vejo como somos estúpidos. Vocês só copiam porque na verdade não têm coragem de criar. De fazer o inesperado. Vocês têm medo da reação das pessoas, vocês estão totalmente AÍ para o que os outros pensam. Isso é ridículo mano. Vejo pessoas fazendo aquilo que acham bonito os outros fazerem mas que na realidade é porcaria. Galera, acorda. Vai viver a vida do seu jeito. Seja mais transparente, não tenha medo de mostrar ao mundo quem você é. Se desapegue do comum. Pare de se espelhar nos outros ou pelo menos se espelhe em gente menos fútil. Nade pelado, dance em cima do balcão do bar. Roube o microfone, etc. Seja mais franco. Use pelo menos uma porcentagem da sua inteligência. Pare de tirar foto ridícula na frente do espelho fazendo biquinho porra. Saia do clichê. Vocês estão muito preocupados em fazer coisas que são comuns à todos, e posso apostar que estão esquecendo e deixando de lado suas vontades mais profundas e neuróticas. 
Cara escuta aqui, sinta-se confortável. Seja original. Seja único. Seja você, de verdade.
Depois não diga que não avisei.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Antônimos

“É fácil amar o outro na mesa do bar, quando o papo é leve, o riso é farto e o chopp gelado. É fácil amar o outro nas férias, no churrasco, nas festas ou quando se vê de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba, quando não acredita em mais nada e entende tudo errado. Quando paralisa, perde o charme, o prazo, a identidade e a coerência. Nessas horas que se vê o verdadeiro amor, aquele que quer o bem acima de tudo. É esse o amor que dura para sempre, na verdade, esse é o único tipo que pode ser chamado de amor.”

Por Pedro Bial. Via Palavras Confusas.
Sim, eu também me pergunto por quê ele apresenta um programa tão idiota.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Boa noite pra você também

Hoje a noite está tão linda. Há muito tempo não observava uma noite assim. O chão molhado e os carros estacionados cheios das gotinhas de chuva fraca. As luzes amarelas dos postes totalmente embaçadas pela neblina e um céu coberto de laranja avermelhado. Adoro noites assim. Feita por barulho de chuviscos e mais nada. Uma ótima noite para terminar o mês. Um mês ocioso, improdutivo, calórico. Mas sabe de uma coisa? Eu não tenho pressa. Vou ler meus livros. Vou escutar minhas músicas, vou dormir. Meu desejo é somente sua barba passeando pelas minhas costas nuas fazendo minha nuca arrepiar numa noite como essa. Aquele filme online passando e a gente nem ligando. Restos de vinho já quente nas taças deixadas na cozinha. Sem auto cobranças. Sem rapidez. Que eu seja como essa chuvinha que cai nessa noite atraente, lerda, lenta, arrastando, mas que passe por lugares improváveis deixando uma marca, mesmo que temporariamente. 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Inspire-se no tédio

E mais um dia se encerra e o tédio vence.
Navegar, navegar, tédio. Deitar, dormir, descansar, tédio. Músicas, emails, celular, tédio. Filmes, livros, seriados, pipoca, tevê, controle remoto, tédio. Espelho, cama, janela, cortina, tédio. Sol, nuvens, lua, estrelas, tédio. Frio, calor, calor, frio, tédio. Sono, fome, bocejar, tédio. Nervosismo, tpm, depressão, tédio. 

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Carência de conversas

Oi. 
(Suspiros)
Bom, não sei muito bem por onde começar(e sempre começo dessa mesma forma), você sabe que não sou muito boa com palavras e na maioria das vezes tenho que colocar uma música ao fundo para me ajudar a deixar as coisas fluírem com mais naturalidade. Já faz tempo que venho tentando conversar com você, mas sempre que saímos para jantar ou tomar alguma coisa, termina em sexo e latinhas vazias e nunca conversamos. A gente costumava se falar mais, com mais frequência, por e-mails, cartas ou horas da madrugada no celular quando ele ainda era de conta. Ultimamente temos falado somente o necessário, com respostas do tipo "sim" ou "não" e réplicas do tipo "e você?". E assim os dias vão passando.
Você mudou. Mudou muito. Ri menos. Fala menos. Não me escreve, nem escreve. E não desenha mais, eu sinto falta dos seus desenhos, juro. Costumavam nos inspirar bastante. Não ouve mais nossas bandas favoritas, não ouve quase nada, na verdade. Você não faz mais coisas que você mesmo me ensinou a gostar de fazer e a gente tem se desentendido por isso. Acho que no fim das contas eu não sou mais quem você costumava gostar e você parou de fazer todas as coisas que me fizeram gostar tanto de você. Estamos num impasse. Você é monogâmico, monossilábico e mais outros monos por aí e tenho me esforçado para manter um encanto mas você está cansado, é notável. Eu sou muito chata e a rotina ao meu lado é cansativa e estressante, eu sei, mas vira e mexe eu tento arrancar algumas palavras de você, para saber o que você anda sentindo, mas você já sabe onde eu quero chegar todas as vezes que começo a te interrogar e por isso você começa a passar a mão no rosto e nos cabelos totalmente impaciente e diz que sou irritante ou que estou procurando chifre em cabeça de cavalo, ou você começa a bocejar e fazer cara de sono.  Eu sei que você trabalha muito e detesta que eu fique questionando demais as coisas, mas não vê que eu tenho me esforçado. Sem contar nas briguinhas corriqueiras que temos e o fato de você não acreditar no que eu digo e eu já nem sei mais o que fazer sobre isso. Hora ou outra aparece um fantasma do passado, atrapalhando nosso presente e poxa, ninguém é tão assim seguro de si que consiga conviver com certas coisas. De umas semanas para cá você tem estado tão pensativo e distante que pareço estar sozinha, e o almoço fica silencioso e estranho.  (...)
Olha, não quero falar demais, nem encher tanto assim o seu saco. Só sinto falta de você, da pessoa que você costumava ser, sinto falta do cara que eu conheci, vivo, louco, único, esquisito e singular. E sinto saudade das nossas conversas, das ligações ou sms de madrugada, dos seus e-mails e dos seus desenhos improváveis. Não quero que sejamos normais, nem que você continue nos comparando com casais rotineiros. Sinto falta da nossa forma única e neurótica de viver a vida. Uma vida que é só nossa, e de mais ninguém. 

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Uma dose de otimismo nisso aqui

Poucas coisas te fazem aumentar as esperanças. Um dia que nasceu com sol forte. Passarinhos que vieram cantar na sua janela. Acordar com disposição. Cabelos ao vento. Conhecidos te cumprimentando na rua. Boas notícias no jornal nacional. Uma cerveja com os amigos. Fofocar com as amigas. Receber elogios daquele cara super crítico. Terminar um projeto. Um cafuné do namorado. Um beijo de mãe. Emagrecer uns quilos. Ouvir música de olhos fechados. Ver aquele cachorro que quase foi atropelado na avenida. Reencontrar pessoas. Fazer novas amizades. Aquele omelete que deu certo. Subir o morro sem descer da bicicleta. Um dinheirinho que sobrou no fim do mês. Um aperto de mão firme. 
Um conselho. Um ombro. Um colo. Uma sacudida na acomodação. 
Qualquer coisa, desde que a esperança esteja ali para servir como um empurrão.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Tá bom, respira

O ano mal começou e já estou me sentindo completamente perdida. Realmente eu não tinha feito nenhum plano, mas agora estou parecendo sem perspectiva demais. Já está ficando grave. Não tenho vivido os dias com aquela intensidade que costumam nos aconselhar por aí. Tenho mais é visto os dias passarem, da janela. Até voltei a ficar trancafiada no banheiro com o objetivo de fugir da minha própria vida. Acontece que mesmo fugindo para lá, as vozes dentro da minha cabeça me acompanham e não me deixam em paz. Minha vida se torna cada vez menos significante e não é drama não. Os dias são entediantes e não sou uma pessoa importante. Não faço diferença para nada. Vejo a chuva se arrastar e me levar junto com ela, escorrendo. Minha cabeça vive cheia de coisas que precisam ser descarregadas e eu as deixo ficarem embaralhadas e mal consigo me expressar. Até a minha escrita piorou. Nada mais tem começo, meio e fim. Ás vezes tudo vem à tona, como se fosse vômito. Minha vida dá má digestão, isso é fato. E eu tenho feito um esforço enorme para manter as aparências, continuar tendo uma vida social, mantendo contato com pessoas que nem se quer se importam. Tento me esconder no banheiro, mas a verdade é: não tenho metas, não tenho planos, mal tenho um rascunho amassado no fundo da gaveta. 

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

No pain, no gain

Bocejos à parte ao ler o título, venho registrar aqui o que diz meu horóscopo para o ano de dois mil e treze, resumidíssimo. Observe o nível: assino horóscopo e raramente(leia-se: nunca) leio, na verdade não dou a mínima pra ele. Mas segundo uma revista qualquer do mês de dezembro, o tal Saturno diz o seguinte sobre o meu signo: Coisa Séria. Amores ganham intensidade em 2013, e aqueles que envolvem cumplicidade prometem vida longa. Carisma acentuado(?), emoções à flor da pele e muita habilidade nos envolvimentos afetivos contribuem para relações estáveis. Esse é um ano de aprendizado e os desafios serão constantes e transformadores(medo). É através do outro que a percepção de si mesma ocorrerá(Há, há). No trabalho há dois aspectos: oportunidades inesperadas de expansão podem dar uma reviravolta em planos antigos('aiô silver!'), mas instabilidades trarão a ansiedade para perto(sempre tem um mas). Paciência, organização e confiança na sua criatividade garantem ótimos resultados no segundo semestre(tão longe assim?). As questões materiais estão favorecidas, mas o que vai acontecer de positivo dependerá do seu empenho para garantir uma sólida estrutura financeira. Junho, julho e agosto serão ótimos para novos começos.
É isso, e só tenho algo a dizer: me entendem agora quando digo que não leio e não dou a mínima para horóscopo?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Escuta aqui, ano novo

2013. Seja diferente, completamente diferente. Seja tudo e não seja nada do ano que passou. Me surpreenda, me inspire. Me ensine e me amadureça. Me transforme e me transborde. Me faça feliz, como nunca.