sexta-feira, 30 de abril de 2010

Eu, culpada?

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.
Primeiro: a dizer NÃO.
Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO.
Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois incluí na minha lista a Culpa Zero.
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Na vitrola: Coldplay

domingo, 25 de abril de 2010

Lembranças que vem do nada

Um aroma de perfume conhecido que não lembra somente da pessoa que usava, mas também dos momentos junto a ela. Um pedaço de papel com o telefone daquele amigo que se mudou para o exterior. Uma música, não, várias músicas, que te lembra uma antiga melhor amiga, um primeiro amor, uma dança louca, um porre inesquecível, uma dor que ficou guardada, um nó na garganta de saudades, momentos que não se repetirão. Uma foto, daquela viajem de formatura, as pessoas que nunca mais vimos. Uma carta, que te enche os olhos d'água. Uma folha de caderno da 8ª série, com aquelas assinaturas mais carinhosas. Aqueles bilhetinhos que nunca mandamos pra quem gostamos mas que guardamos pra quem sabe um dia enviar. Um cartão de natal. Um presente especial. Agendas antigas. Folhas amarelas. Posts que ás vezes lemos novamente, que nos arranca um sorriso de canto de boca quando se lembra das situações. Bizarrices que você nunca mais terá coragem de fazer e afins. Aquele lugar da cidade em que você passou horas na presença de uma ou mais pessoas mega importantes. Um céu estrelado. Um dia nublado. Uma lua cheia. Uma vestido social que você nunca mais usou. A escola, os dias de reunião na casa do fulano. Um filme, pipocas, amigos e sorrisos. Um filme qualquer, antigo. Uma pasta no computador, que você não abria há anos. Uma cor. Uma flor (despedaçando) que guardamos. Um ursinho de pelúcia. Um anel. Uma árvore balançando ao vento. Um vento no cabelo. Enfim, coisas bestas, bobas, estranhas, que nos trazem aquela lembrança forte, assim, do nada.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pronto, falei

Desabafando: Acho que se encontra presente em meu corpo aquela coisa de mulher chamada tpm. Sim, pelas minhas contas deve ser isso mesmo. Não há outra causa. A temida semana de prova chegou sem que eu percebesse e ainda me pegou desprevenida. Eis o primeiro estresse. Fico com os nervos à flor da pele com conversas paralelas das quais não faço parte. Quero silêncio absoluto. Nem vento entrando pela janela. A propósito: f-e-c-h-e a janela! Juro que vai ficar tudo bem quando pararem de me chutar. Barulho de beijos estralados então? A tampa da panela de pressão da minha cabeça quase explode. Enjoei da maioria das músicas do meu mp3. Enjoei das pessoas. Enjoei dos programas. Tudo me dá náuseas. Minha impaciência chega a quase virar falta de educação. Discutir relação? Nããããao. Será que podemos deixa isso pra depois? Pelo amor de Deus. Não quero. Agora não. Não consigo organizar as ideias nem processar as informações. Quero as coisas mais do meu jeito do que antes. Tudo me incomoda. Tudo me enche o saco. Tenho perdido o controle. O equilíbrio. Ando descendo do salto. Tolerância zero no momento. Perdão. Só pode ser essa tpm.

domingo, 18 de abril de 2010

12 coisas que eu adoro em você

Adoro quando você me elogia e dá atenção a tudo que eu faço. Adoro quando você usa all star e como ele fica bem nos seus pés. Adoro seus gostos peculiares e sua preocupação com nada. Adoro quando me chama pra comer comida japonesa e quando leva kinder bueno de surpresa. Adoro seu jeito de arrumar o cabelo e de como ele não fica arrumado. Adoro os sms de madrugada e as ligações inusitadas. Adoro seu lado crítico misturado a sua criatividade. Adoro seus desenhos e quando me presenteia com algum deles. Adoro quando você não consegue dizer não aos meus pedidos mais impossíveis. Adoro todas as surpresas e como você me surpreende a cada dia. Adoro sua insensibilidade e o jeito de conseguir esconder o que sente. Mas adoro o fato de você não conseguir esconder de mim sua personalidade mais fantástica.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

domingo, 11 de abril de 2010

Adoração

Manchetes que eu amaria ler nos jornais:
Organização Mundial de Saúde recomenda doses diárias de fofoca como medicamento antiestresse.
Fim de temporada de chuvas deixa rastro de arco-íris por todo país.
Programa eleitoral gratuito terá Johnny Depp e Ashton Kutcher como apresentadores.
Usar sutiã com alça de silicone é crime hediondo.
Para estimular o consumo de amendoim, pipoca, azeitona, cerveja e afins, governo decreta feriado durante TODA Copa do Mundo.
No mercado: creme que acaba permanentemente com as celulites e estrias.
Recente descoberta: ouvir música funk e coisas do gênero faz mal à saùde auricular.
Revista Scientific American: comer chocolate diariamente emagrece, faz bem para a pele e aumenta a libido.
>Nos fones de ouvido: Panic! At The Disco- New Perspective.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Fones do ouvido

Os únicos capazes de nos fazer viajar sem sair do lugar.
Uma das melhores invenções da humanidade segundo meu ponto de vista. Servem até mesmo de teletransporte. Faz esquecer o que vivenciamos no exato momento e voltar àquele dia tão especial a qual a música nos lembra.
Fazem-nos viajar onde quer que estejamos. Traz de volta momentos inesquecíveis, porém adormecidos. Serve de terapia. Nos exclui por frações de segundos do mundo real. Leva a um lugar único, só nosso. Ressuscita pessoas. Relaxa. Faz dormir. Te tira dos barulhos corriqueiros da rotina. Buzina, telefone, televisão e blá blá blá. Cria fantasias. Faz flutuar. Por um movimento nosso, tira-nos da mais insuportável conversa alheia. Te salva daquela voz chata, da discussão ao seu lado, da barulheira das crianças, das pessoas efusivas, dos gritos ensurdecedores. Te salva daquele assunto o qual você não tem interesse. Nada como fones de ouvido, nada como aquelas músicas, pra trazer de volta tudo aquilo que passou e não volta mais. Nada como fones de ouvido, para nos retirar desse lugar que não queríamos, e levar aonde realmente desejaríamos estar. Os meus preferidos, o meu teletransporte.