sábado, 24 de julho de 2010

Intrigante

Se conheceram no ônibus da faculdade, embora tenham se visto algumas vezes, na verdade ela roubou a poltrona dele no ônibus sem saber que ele sentava lá todos os dias. Eram de pouca conversa e um achava o outro uma pessoa completamente como qualquer outra nesse mundinho de pessoas idiotas e normais. O que eles não sabiam era que tinham mais em comum do que não imaginavam. Ele sempre foi "na dele". Ela nunca teve interesse em conhecê-lo melhor, uma vez que não o achava nenhum Johnny Depp. Na época ela namorava de aliança e tudo, ele nem sequer notava que ela era mais do que um corpinho bonito, até mesmo porque seus olhos estavam ocupados com outra garota. Ela trocou de ônibus e eles perderam completamente o contato a não ser por ela ter dormido com o travesseiro de coração dele minutos antes dele sumir do mapa. Confesso não saber o motivo, mas eles se aproximaram, mesmo porque a amiga dela falava muito nele. Aproximaram com o intuito dela ajudá-lo com essa amiga, ela era um ótimo cupido(até então). O que eles não perceberam foi que o cupido flechou o coração errado(ou certo) e sem os olhos enxergarem os dois já não conseguiam ficar sem se falar por msn, sem se verem. Ela terminou o namoro e ele esqueceu completamente que um dia já ficara afim de outra pessoa. Eles ficaram. Simplesmente ficaram. Ao som de uma música da banda preferida dos dois. E ela achou que não passaria disso. Mas eles se apaixonaram. Viveram algo que nunca tinha vivido antes. Algo intenso. Profundo. Amor de verdade. Ele conseguia fazer com que ela fosse ela mesma, realmente. Ela conseguia fazer com que ele enxergasse um mundo diferente. Eles se encontraram um no outro. E sabe, parecia ser pra sempre. Era pra sempre. Não tinha como não ser. Apesar de sempre enfrentarem muitas dificuldades e preconceitos pelo namoro duradouro dela ter terminado a pouco tempo, família entre outras peculiaridades, e ele sempre a deixava louca de ciúmes. Eles eram neuróticos. Ajudava e atrapalhava.
Arrisco-me a dizer que eles foram feitos um para o outro. Gostavam das mesmas coisas, dos mesmos programas. Das mesmas comidas e bebidas. Inteligentes e críticos. Um casal de cinema. Ele sempre a surpreendia. Ela sempre o encantava.
Mas como todas as pessoas têm defeitos, com eles não podia, nem seria diferente. E o fato de se gostarem tanto, mas tanto, fez com que ambos começassem a brigar por coisas corriqueiras, banais. E quanto mais se gostavam, mais cobravam um do outro. O que foi fugindo de controle e gerando desgaste. Por ambas as partes. Suas discussões ficaram cada vez mais intensas e acabavam sempre magoando um ou outro. O relacionamento deles foi ficando normal, brigas normais. Ofensas. Como pessoas totalmente paranóicas foram criando coisas em suas cabeças. Ele ficou com um pé atrás. Ela se encontrou lotada de dúvidas. E tem altas dúvidas até hoje. 
Não consigo chegar a uma conclusão sobre essas duas pessoas extremamente estranhas. Duas pessoas que se gostam muito. E que não sabem ao certo como expressar isso. Eles já tentaram se separar milhões de vezes. Já ficaram várias vezes sem se falarem(o que não passou de dois dias). Sentem falta um do outro como se vivessem terrivelmente longe. Não conseguem ficar sem notícias um do outro assim como respirar. Mas mesmo assim não decidiram um relacionamento estável. Ela tem muito medo. Ele não sente firmeza mais. E agora?
Não sei. Já presenciei muitas coisas das quais os dois fizeram parte. Tenho minhas opiniões sobre eles. Estranhas, mas tenho. Hoje em dia eles conversam, matam a saudade ás vezes. Mas ele não está totalmente satisfeito e as dúvidas dela não a deixaram em paz.
Sobre o fim dessa intrigante história?
Só o tempo sabe.
Ou nem ele.
Escrito em 27 de novembro de 2009.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

.sim

crianças têm vontades. adultos têm fobias.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Rotina Feminina

Chapinha. Depilação. Manicure. Cabeleireiro. Botox. Dieta. Lipoaspiração. Silicone. Maquiagem. Tintas. Marcas. Brincos. Bolsas. Peeling. Sapatos. Jóias. Implantes. Baby liss. Lingeries. Academia. Dermoabrasão. Massagem. Terapias... Ainda sim, elas não estão satisfeitas. Gastam rios para o físico. Para o fútil. É mesmo complicado entender. Fique do lado machista quanto a isso. A maioria das mulheres são seres superficiais. Supérfluos. Que se preocupam demais e se preocupam de menos. São amigas por conveniência. Se adaptam por conveniência. Vivem do que convém. Será que é tão difícil gastar dinheiro com uma boa formação social? Com buscar conhecimento? Aparentemente que para elas sim. Somos todas assim um pouco em nossas vidas. Umas mais, outras menos. E é exatamente isso que nos diferencia.
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segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Fim (?)

Ele que não imagina o quanto ela gosta de de programas daquele tipo, todos os amigos reunidos numa mesa de bar. Não toda satisfeita, se arrumou, linda, super maquiada, de laquê. Olhou no espelho, se desejou força e foi. Eles já haviam brigado durante quase toda a semana. Mas ela não poderia recusar um convite que tanto gostava e queria. Só o que eles não sabiam é que aquela noite faria mal a ambos. Tava tudo ótimo, lugar lindo, pessoas elegantes, música ao vivo, torres e castelos de chopp. Saíram alterados na madrugada. Ela se sentia tão angustiada, e ele na defensiva, desconversando. Ela parecia já prever o fim. O relacionamento deles ficara tão clichê, que tanto fazia. Aumentou o som, trocou a música, começou a cantar e a extravasar, o que o irritou demasiadamente. Ele sabia muito bem que ela odiava desafios e mesmo assim ele o fez. Ambos irritados e bêbados. Discutiram. Feio. Ofenderam. Chegaram em conclusões opostas mas que levou ao mesmo resultado. Acabou. Sabem disso. Não dava mais. Só o que restou foi a ressaca. O leite derramado. 
Ela sabe que agora as coisas vão mudar, mudar completamente (...)
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segunda-feira, 28 de junho de 2010

inside out

"Só te digo uma coisa, e escute bem, aprenda.
Do meu coração você já tomou conta.
Amou, gostou, gozou, teve, esteve, perdeu, seu, meu,
quis, fiz, desperdiçou, retomou, entrou, ficou.
Este coração que não é mais vida quer voltar a pulsar,
quer voltar a circular, pouco sangue, quase já escasso,
então te peço, de uma vez por todas, se afaste de mim.
Suplico a você, com o desespero no olhar, ofegante e estremecida,
deixe me viver novamente, necessito de ar urgentemente,
deixe me ser inteira, ser pouca mas inteira,
se afaste meu bem, não venha mais se derramar sobre mim
com estes olhos profundos, 
já que minhas 'profundezas' você conhece bem."

E assim ela escreveu em sua mente, sem perceber que ele a lia desesperadamente.

domingo, 20 de junho de 2010

Ainda não aprendi a lidar com isso

E quando eu acho que as coisas entraram nos eixos, que está tudo lindo de novo, vejo que na verdade são somente ilusões que pairam sobre meu olhos. Nunca nada parece estar legal, estou sempre procurando vestígios para ter certeza que ainda falta algo. É dolorido confessar mas eu magoo as pessoas que eu gosto. Nas inúmeras tentativas de acertar, erro o dobro de vezes. Escuto tantas críticas, absorvo tantas ofensas, trituro palavras que já me acostumei a ouvir. Nada está certo. Se faço ou deixo de fazer, está errado. As responsabilidades que estão em minhas mãos não são minhas. Sei tão pouco lidar com isso, que mal consigo transformar os meus pensamentos em palavras legíveis. Não consigo explicar nada, não sei dar notas nem contar fatos. Não tô sabendo lidar com nada disso. Estou cansada de tantos conselhos, dos mesmos conselhos, das mesmas lástimas, de rodear e rodear e parar sempre nos mesmos lugares, com as mesmas perguntas sem respostas, com as mesmas questões, com os mesmos dramas. E minha sessão de terapia se encerra aqui, pois o que era pra ajudar, só serve pra piorar.
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Aos queridos seguidores de Por Mim Mesma peço desculpas pela falta de palavras nestas últimas semanas, esse mês tem sido turbulentíssimo. Mas fiquem tranquilos, as vozes dentro da minha cabeça não irão embora. Tenho certeza.


terça-feira, 1 de junho de 2010

Horóscopo Particular

Câncer
Não se surpreenda com a capacidade que as pessoas tem de serem falsas e mentirosas para proteger seus interesses. Leve em conta que cada pessoa procura proteger o que acredita que seja importante. Então, pare de se preocupar demais com os problemas alheios.
                                                    

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Confissões inconfessáveis

Segunda-feira, 24 de maio de 2010, 04:42
Olá minha querida, há quanto tempo não conversávamos, não é mesmo? Sinto falta de falar com alguém e estou realmente precisando desabafar. Não sei dizer ao certo como vão as coisas por aqui, talvez seja porque está tudo bem demais e eu, neurótica que sou, fico incomodada com isso. Na realidade, sempre tem algo me incomodando, nunca sei o que é, mas sei que nunca estou completamente satisfeita. Não sei se exijo demais das pessoas, ou se fico sempre esperando algo de novo, de diferente, ou se exijo demais de mim mesma e acabo me decepcionando de vez em quando. A questão é, sempre que as coisas vão entrando nos eixos, as vozes em minha cabeça insistem em não querer deixar que eu me acomode com situações cômodas. Sabe querida, o que acontece comigo aparenta ser mais complexo que para as pessoas, vejo os outros, todos parecem tão decididos, tão firmes, e eu sempre com "um pé atrás", sempre instável. Sim fofa, sei que sou paranóica e posso acabar complicando coisas simples(sempre faço isso), mas meus pensamentos sempre fogem dos seus lugares, confesso, estou com medo de mim mesma.
Eu não tenho certeza se vivo intensamente, se me apaixono de verdade, não do mesmo jeito que as pessoas se apaixonam, mas eu simplesmente não tenho certeza se amo da mesma forma com que sou amada, isso é demasiado complexo e são pensamentos que nunca me saem da cabeça. Não sei se estou feliz, não sei se eu sei  o que é felicidade de fato. Como se não bastasse, existe um passado que ainda está presente, que não me deixa em paz. Um passado que ainda não passou. E isso me prende, num meio termo, no meio de um nada, na incerteza. Diga querida, acha que isso é loucura? Insanidade? Ou qualquer coisa do gênero? Já cansei de ouvir que sou estranha, maluca, sei que penso diferente, sinto diferente, vivo diferente. Sei também que não é novidade para você nem ninguém. Mas sabe, já tem tanto tempo que é assim, estou me acostumando, as vozes na minha cabeça nunca vão me deixar, os fantasmas não vão desaparecer, e eu só espero aprender/conseguir lidar com isso. Bom, obrigada por me ouvir querida, só isso, já ajuda muito.
Um beijo.

terça-feira, 18 de maio de 2010

A meu favor

Após vários meses contendo dias curtos e corridos, o tempo agora parece estar do meu lado. Minha agenda esvaziou-se um bocado no que diz respeito a compromissos. Encontro tempo para poder ler aquele livro que havia planejado no início do mês. Tempo para ler meus emails[minha caixa de entrada continha 112 emails não lidos], tempo para meu blog e para blog dos outros também. Agora tenho tempo até para televisão, para filmes e jornais[Deus, como eu estava desatualizada] . Me sobra algumas horas para conversar demoradamente no msn. Tenho sido hiper pontual no meu trabalho, dá tempo para fazer tudo aquilo que me foi proposto até o final do expediente. Não me atraso mais às aulas, não deixo atividades para depois. Aceito os convites dos colegas de ir à choperia. Tempo para cuidar dos meus atributos, até para fazer umas comprinhas. Eu merecia mesmo.
E isso me deixa de mega bom humor, poder organizar meu próximo dia. Me sinto bem em saber, ao acordar, que vou ter horas suficientes para poder realizar tudo o que quero. Me organizar faz bem. 
Sinto que dá para viver cada minuto com mais intensidade
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quinta-feira, 13 de maio de 2010

Lucid Dreams

(...) "Tive a sensação de que dormi por muito tempo- meu corpo estava rígido, como se eu não tivesse me mexido nem uma vez em todo esse intervalo. Minha mente estava confusa e lenta; sonhos estranhos e coloridos- sonhos e pesadelos- giravam de forma vertiginosa em minha cabeça. Eram muito nítidos. Havia impaciência e medo profundos, ambos parte daquele sonho frustrante em que seus pés não se movem rápido o suficiente... Havia muitos monstros, demônios de olhos vermelhos que eram ainda mais medonhos devido a sua cortês civilidade. Fechei meus olhos ainda mais apertados. Pelo visto eu ainda estava sonhando, e parecia anormalmente real. Estava tão perto de acordar... a qualquer segundo, e ele iria embora."
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