terça-feira, 8 de janeiro de 2013

No pain, no gain

Bocejos à parte ao ler o título, venho registrar aqui o que diz meu horóscopo para o ano de dois mil e treze, resumidíssimo. Observe o nível: assino horóscopo e raramente(leia-se: nunca) leio, na verdade não dou a mínima pra ele. Mas segundo uma revista qualquer do mês de dezembro, o tal Saturno diz o seguinte sobre o meu signo: Coisa Séria. Amores ganham intensidade em 2013, e aqueles que envolvem cumplicidade prometem vida longa. Carisma acentuado(?), emoções à flor da pele e muita habilidade nos envolvimentos afetivos contribuem para relações estáveis. Esse é um ano de aprendizado e os desafios serão constantes e transformadores(medo). É através do outro que a percepção de si mesma ocorrerá(Há, há). No trabalho há dois aspectos: oportunidades inesperadas de expansão podem dar uma reviravolta em planos antigos('aiô silver!'), mas instabilidades trarão a ansiedade para perto(sempre tem um mas). Paciência, organização e confiança na sua criatividade garantem ótimos resultados no segundo semestre(tão longe assim?). As questões materiais estão favorecidas, mas o que vai acontecer de positivo dependerá do seu empenho para garantir uma sólida estrutura financeira. Junho, julho e agosto serão ótimos para novos começos.
É isso, e só tenho algo a dizer: me entendem agora quando digo que não leio e não dou a mínima para horóscopo?

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Escuta aqui, ano novo

2013. Seja diferente, completamente diferente. Seja tudo e não seja nada do ano que passou. Me surpreenda, me inspire. Me ensine e me amadureça. Me transforme e me transborde. Me faça feliz, como nunca.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Fragmentos de 'mi mente'

Se Nostradamus soubesse
O que sabiam os maias
Nada seria diferente.
Meu café ainda esfria na mesa.
Minha vida ainda é incerteza. 
Minhas costas ainda continuam repugnando o açoite.
Muito embora eu saiba: faltam cinco para meia noite.

Hoje parando para refletir sobre um mundo supostamente prestes a chegar ao seu final e eu tinha prometido a mim mesma que não faria nenhuma retrospectiva sobre esse ano infeliz que está encerrando, até mesmo porque tenho uma tendência a escrever bastante quando o assunto é esse, e sair um pouco do foco deixando a leitura completamente cansativa. Eu sei que as coisas mudaram. E eu aprendi e amadureci muito com isso. Na verdade se eu fosse listar somente as coisas mais relevantes das quais me fizeram uma pessoa mais experiente esse ano - e olha que eu gostaria bastante disso - daria um capítulo de livro, dos interessantes eu diria.
Sempre tenho começado e apagado muitas frases dos textos que são formados na minha cabeça quando estou na rua, vivendo a vida sabe? Colecionando experiências ou buscando mais conhecimento nesse caos. Realidade seja dita, eu sempre quero escrever sobre as pessoas medíocres e imbecis que povoam a maior parte do mundo, ocupando um lugar no espaço com sua imensa insignificância, mas talvez, com um certo de medo de parecer um monstro ser humano do avesso, aquelas pessoas  totalmente do contra(e sim, eu sou), eu acabo escrevendo sobre o vento, a chuva ou até mesmo sobre mim, o que não é lá, nada interessante. O que acontece é que as coisas ficam sem nexo, porque o que eu quero mesmo dizer acaba ficando escondido nas entrelinhas e hora ou outra eu tenho que apagar um palavrão e transformá-lo em um foram felizes para sempre.
Tentando deixar esse assunto nada descomplicado pra lá, esse ano não teve quase nada de feliz. Estive mau humorada na maior parte dos dias e fui um peso gigante, esse ano fui um peso de papel, bem estilo Joseph Climber. E não, não quero falar sobre isso agora. 
Na verdade só queria dar boas-vindas para o fim do mundo e duvido muito que ele queira ficar conosco. Quando der por si ele perceberá que é um usurpador, porque o fim do mundo já começou faz tempo.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Puramente fictício

"Era um dia frio. O verão tinha partido completamente, e o inverno, desrespeitando a presença do outono, já demonstrava seus primeiros indícios. Contrastando com a paisagem cinza e monótona, os pedestres iam e vinham pelas ruas, usando roupas coloridas e felpudas. Eu andava, sem rumo, apenas porque não queria ficar em casa. Sentei em um banco de praça, e comecei a exercer meu passatempo favorito: observar as pessoas. Um casal adolescente passeava de mãos dadas, e eu quase pude ver a bolha que os isolava do resto do mundo. Senti uma pontinha de inveja... Há muito eu não me apaixonava! Ignorando os pensamentos desagradáveis, comecei a escrever mentalmente uma história para a jovem ruiva elegante e para o rapaz de olhos verdes, que usava óculos. Eles se casariam, ela seria professora de ballet e ele engenheiro químico. Teriam dois filhos...
Repentinamente, uma gota d’água gorda e gelada interrompe meus devaneios. Começara a chover. Os jovens enamorados, sem nem imaginarem que preencheram a mente de um estranho por alguns minutos, correram a fim de se protegerem da chuva, e eu tomei a mesma decisão. As pessoas de roupas coloridas abriam guarda-chuvas berrantes, em uma tentativa de quebrar a melancolia que caía do céu. Corri para dentro de um café e sentei em uma mesinha aconchegante. Pedi à garçonete sorridente um cappuccino com chantilly e uma tortinha de chocolate, e percebi que ela me fitava com certo interesse. Eu já estava acostumado com o assédio feminino, embora não o compreendesse. O que as mulheres achavam de tão interessante em um brutamonte de 1,90 m com espessa barba e revoltos cabelos loiros? Talvez elas gostassem da suavidade de meus olhos azuis, que se diferenciavam completamente de todo o resto. [...]"
Autobiografia anônima interminada

domingo, 25 de novembro de 2012

Talvez, com o tempo...

''Um dia você vai se lembrar de mim. Os números da sua agenda passarão claramente na sua frente e você não terá nenhum para discar. Talvez, até tente o meu, mas até lá posso não querer mais te atender ou talvez nem seja mais meu aquele número. Você vai tentar chamar alguém, mas não vai haver ninguém pra sair correndo e te dar um abraço, nem te colocar no colo ou acariciar seus cabelos até que o mundo pare de girar. Nessa fração de segundo, quando seus pés perderem o chão, você vai lembrar do meu carinho e do meu sorriso infantil. Virão súbitas memórias gostosas dos meus beijos e abraços, da minha preocupação quando você saía e esquecia de pegar a blusa de frio… E só terá uma música repetindo no seu rádio: a nossa doce sinfonia. Em um novo momento você vai sentir um aperto no peito, uma pausa na respiração, e vai torcer bem forte para ter o nosso mundinho de volta, mundinho difícil, mas cheio de amor e carinho. Vai ouvir a chuva cair e vai sentir um imenso vazio por não ter um grande amor pra compartilhar esse momento. Não terá alguém para brincar de se jogar na grama nos dias ensolarados, nem para admirar o pôr-do-sol sobre a ponte da pequena cidade. Talvez, nem consiga mais sentir o frescor do vento. O nome disso é saudade, aquilo que eu tinha tanto e te falava sempre. E quando você finalmente bater na minha porta, ela estará trancada, ou se aberta, mostrará uma casa vazia. Seus olhos te ensinarão o que são lágrimas, aquelas que eu te disse que ardiam tanto. E você vai lembrar dos carinhos nas costas pra você dormir, dos paninhos quentes pra aliviar sua dor de madrugada, da minha inocência que ria de tudo que você falava, do meu jeito bobo, do meu jeito de tentar te fazer feliz… O nome do enjoo que você vai sentir é arrependimento, e a falta de fome será a tristeza, a mesma que eu senti por tanto tempo. Um dia você irá se deitar, e quando olhar para o teto do quarto escuro, vai se lembrar que as estrelas poderiam estar lá, para iluminar todas as suas noites frias. Mas tudo o que você verá é a escuridão. Então quando os dias passarem e eu não te ligar, quando nada de bom te acontecer e ninguém te olhar com os meus olhos encantados… você encontrará a solidão. E você vai ver que diante de tudo isso, alguns dos meus defeitos poderiam ter sido perdoáveis. A partir daí, o que acontecerá chama-se surpresa. E provavelmente o remédio para todas essas sensações… é o tal do tempo em que você tanto falava!''

terça-feira, 20 de novembro de 2012

E que seja recíproco.

Se apaixone por alguém que te faça cócegas. Se apaixone por alguém que toque violão para você quando estão sozinhos. Se apaixone por alguém que te compreenda mesmo na sua loucura. Se apaixone por aquela pessoa que cozinha para você aos sábados. Se apaixone por quem segura sua mão todas as vezes que estão caminhando. Se apaixone por alguém engraçado, bom de papo, piadista. Se apaixone por alguém que te escreva e descreva. Se apaixone por alguém que te conheça bem. Se apaixone por alguém que sorri sem jeito quando olha seu rosto. Se apaixone por quem os olhos brilhem quando te vê de longe. Se apaixone por alguém que tenha prazer de passar as tardes ao seu lado fazendo nada. Se apaixone por alguém que vê além do que você aparenta. Se apaixone por alguém que te ajude e te guie, que seja seu apoio. Se apaixone por quem volta para conversar com você após uma briga. Se apaixone por alguém que esteja sempre disposto a te ouvir. Se apaixone por aquela pessoa companheira, que sinta sua falta após poucos minutos longe de você. Não se apaixone apenas por um corpo, por um rosto bonito, ou pela simples conveniência de estar apaixonado. Se apaixone de verdade, se apaixone muito. Se apaixone todos os dias. Se entregue.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

sábado, 27 de outubro de 2012

Significado

Sabe aquele sono perdido e que eu havia saído para procurar? Pois eu não o encontrei. Mas vou me quietar, hora ou outra ele terá de vir. Para calar minhas vozes interiores, para afastar meus pensamentos mais infames, para meu refúgio, para esquecer meus insanos devaneios, para acalmar minhas lembranças agitadas, para qualquer coisa que seja.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Seja mal-vindo, outubro

O que me faz sobreviver ao caos que minha vida se tornou nos últimos meses é colocar meus fones de ouvido e fechar os olhos. Várias doses de inspiração profunda e muitas páginas de um bom livro.