quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
equilíbrio
(...) Quando se é jovem demais, a tendência é não pensar sobre as consequências. Você conhece um cara, você se sente atraída por ele, vocês fazem amor, ele telefona ou não telefona. A vida continua e você tem de lidar com isso. Mas agora, estou em uma idade onde o equilíbrio é importante e não se pode ser séria demais ou frívola demais, e há essa vertigem levemente distorcida e sempre presente que mostra como tudo isso pode ser precário. (...)
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
about dream last night
"hoje, distante, presente, triste, sozinhas, juntas, mas ainda tô aqui, pra nós duas, porque não tá fácil, porque não tá feliz, porque 'ti amo'. Não esquece do que somos não, somos algo indefinido, somos só nós de novo e quando eu grito eu só escuto seu eco! Brigada por tudo que você é pra mim, do quanto você consegue me aturar... acho que você só tem esse poder porque eu também tenho... compreender o incompreensível, segurar sua mão pra ir pra onde nem eu sei... mas só pra te fazer compania, porque eu sempre tô aqui e mesmo que você não queria eu vô tá, só pra saber como você tá, preciso saber, preciso ajudar, preciso estar presente, porque só assim fica mais completo, porque só assim nós vamos poder nos abrir e ouvir um 'eu te entendo' depois... é... já faz tempo que é assim né? que bom."
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
como parte da escuridão
Hoje à noite me sentei perto de uma janela aberta e li até que não houvesse mais luz e que o livro não fosse mais do que uma parte da escuridão. Eu poderia facilmente ter ligado um abajur, mas eu quis percorrer o dia até que chegasse a noite, para me sentar sozinho e alisar a página ilegível com o espectro cinza e pálido da minha mão.
Kooser, Ted
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
tenho lido
as mulheres fazem coisas diferentes quando estão deprimidas. algumas fumam, outras bebem, outras ligam para o terapeuta, algumas comem. minha mãe costumava ficar furiosa quando ela e meu pai brigavam e, depois, se embriagava durante dias sem-fim e desaparecia dentro do quarto. minha irmã era mais do tipo frieza total; dê-lhes um gelo e, nesse meio-tempo, devore um bolo gelado de banana. e o que eu faço- o que sempre fiz- é sumir de tudo e de todos, mergulhando em um porre literário que pode durar vários dias.
eu caio nesse estado por diversas razões. às vezes, é depois de uma briga do tipo "não aguento mais olhar para sua cara". outras vezes, é sintomático do meu estado psicológico, tédio até o último fio de cabelo, minha vida que vai mal, e aquele sentimento de medo sempre que me perguntam o que ando fazendo. como alguém pode colocar todas essas coisas em ordem? levando tudo em consideração, prefiro ler. é a fuga perfeita.
sexta-feira, 30 de dezembro de 2011
sobre o natal
... Fiquei contente com as pessoas. Elas queriam , e conseguiram, transmitir uma felicidades, um espírito de natal, um vamos-nos-dar-as-mãos que me deixou emocionado. Nunca fui muito de natal, exceto quando criança, óbvio. Mas aquele dia a música me deixara feliz. Por saber que, apesar de tudo, ainda existia natal. E descobri que natal é isso mesmo. Por que não um monento de ternura e amizade com as outras pessoas, mesmo levando uma vida fodida o ano inteiro? Estamos todos na mesma. Não sejamos egocêntricos a ponto de querer, quando estamos mal, que todo mundo esteja péssimo.
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
espelho
...mas olhando pra minha cara , pude ver que realmente era eu que estava ali. o espelho nos dá essa sensação mágica de, subitamente, tomar consciência de si mesmo. é o momento que você se encontra com o que você representa para o mundo. "ah, então é assim que eu sou." repare que em frente do espelho a gente sempre faz uma careta. é porque achamos que somos diferentes daquilo que realmente somos. então, a princípio, não acreditamos muito naquela imagem. até achamos graça. depois a examinamos direito, e viramos de perfil, de costas, mexemos o cabelo e dizemos: "olá, como vai?". espelho sempre foi uma coisa importante na minha vida. eu adoro me ver num espelho, apesar de sentir certa vergonha se houver outra pessoa do lado. em banheiro de rodoviária, por exemplo, sempre finjo que estou espremendo uma espinha, quando quero me olhar por mais tempo no espelho. sempre que vou a uma festa e estou bêbado ou chapado, me tranco no banheiro e fico horas me cagando de rir na frente de um espelho: "olha lá você, safado. está doidão". é engraçado como eu me estudo minuciosamente em frente ao espelho. presto atenção em todos os detalhes: "essa mecha de cabelo está feia, passo ela pra cá, e assim tá melhor". acontece que ninguém percebe a mecha corrigida, isto é, pra maioria das pessoas tanto faz se ela está de um lado ou do outro. (...)
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
sem ser piegas
senti que só existia uma coisa funcionando em mim. era como se fosse uma cabeça em cima de uma bandeja. qualquer balançada que desse, a cabeça cairia da bandeja e sairia rolando como se fosse uma bola. cairia no chão e continuaria rodando, rodando, e rodando, rodando...
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
destaque-se
porque eles podem tentar te dizer como você pode viver sua vida,
mas não se esqueça que é seu direito fazer o que você gosta
porque você pode ser o seu próprio destaque.
porque você pode ser o seu próprio destaque.
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