É fato. Há pessoas que simplesmente não conseguem entender ou processar a ideia de que nós, quando colocamos sentimentos, sacrificamos coisas, situações muito importantes por essas pessoas. É um tanto complexo, mas ás vezes, fazemos isso sem perceber. Estar diante de uma decisão, uma escolha onde há duas ou mais opções já não é nada fácil [para seres humanos como eu, por exemplo], quando tal decisão envolve pessoas importantes - Pausa - Definamos pessoa importante: aquela que desperta sentimentos agradáveis, que faz bem ao outro, que cativa, faz feliz, necessita de sua presença... - quando tal decisão envolve pessoas importantes a situação vai ficando cada vez mais difícil, óbvio que, nós tentamos fazer com que todos saiam ganhando depois de decidir. Sentimentos são coisas bizarras, nos transformam, nos surpreendem, fazemos coisas as quais chegamos a desconhecer e em situações parecidas não é diferente. Sacrificamos escolhas, o que sentimos, em favor do outro, para proteger o outro, para que o outro fique bem. Enfim, esquecemos de nossas razões e deixamos de pensar em nós mesmos para pensar no outro, na felicidade do outro. E não que essa escolha seja algo que de essa outra pessoa aprove, quem dera, em diversas vezes, escolhemos contra a vontade do outro porque o outro também está de fato pensando em nós. Entende? É complicado. Nasce daí um outro sentimento, a mágoa, acompanhada da decepção, por estar, muitas vezes, decidindo em nome do bem estar de outra pessoa, esta que por sua vez discorda de tal decisão. Isso é sentimento sim, um sentimento bom, caridoso até, mas que muitas vezes ninguém consegue compreender. Eu confesso que estou tentando, tentando fazer com que algumas pessoas que são de suma importância para mim entendam a ideia de que faço muitas coisas, algumas erradas, muitas escolhas contraditórias pensando nelas, sempre nelas. Acabo magoando, fico magoada, mas são essas pessoas que movem minhas decisões, são por essas pessoas, que procuro ser uma pessoa melhor e quem sabe favorecer relações harmoniosas no futuro.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Se conselho fosse bom... a gente não dava, vendia
"A vida é curta, quebre regras, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame de verdade, ria descontroladamente e nunca pare de sorrir, por mais estranho que seja o motivo.
E lembre-se que não há prazer sem riscos.
A vida pode não ser a festa que esperávamos,
mas uma vez que estamos aqui, temos que comemorar!!!"
- - - - - - - - - - - - -
saudades foram feitas para serem matadas antes que elas nos matem. E confesso, não gosto da ideia de sentir saudades sempre, uma hora ela acaba me consumindo.
E lembre-se que não há prazer sem riscos.
A vida pode não ser a festa que esperávamos,
mas uma vez que estamos aqui, temos que comemorar!!!"
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saudades foram feitas para serem matadas antes que elas nos matem. E confesso, não gosto da ideia de sentir saudades sempre, uma hora ela acaba me consumindo.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Groove
Que minha vida é mais complicada que a teoria do SUS não é novidade pra ninguém. Mas sou um tanto quanto responsável por isso também. Cansei de relevar. De deixar pra lá. De tanto faz. Resolvi levantar para brigar com meus pensamentos e sentimentos. Eles vão ter de ceder. E ai deles se não cederem. Vai ser do meu jeito agora.
Sobre o ano novo: Vamos comemorar por estarmos vivos e jovens.
Sobre o ano novo: Vamos comemorar por estarmos vivos e jovens.
sábado, 26 de dezembro de 2009
Agradecimentos
Certo. Eu prometi a mim mesma que não faria esse tipo de post este ano. Juro. Mas me sinto na obrigação de fazer alguns agradecimentos. Serei breve: Obrigada por mais um ano de crescimento, tanto profissional quanto emocional. Obrigada as pessoas que estiveram ao meu lado independente de qualquer coisa [me aturar não é fácil, sei disso], obrigada pelas dúvidas, sim, aprendi tanto com elas, só eu sei o quanto foi um ano difícil, mas maravilhoso. E então é isso mesmo, foi um ano de grandes acontecimentos, grandes decisões, difíceis escolhas. Cresci, profissionalmente, sentimentalmente e financeiramente. Estou orgulhosa de mim mesma. Mas há muito o que mudar ainda. Em mim. Em tudo.
;)
;)
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Melhor que encomenda
"As encruzilhadas estão por aí, pela vida. O problema é que eu só as vejo depois que a escolha já foi feita e não é mais possível voltar. Pior, só me ocorre que talvez eu tenha de fato, feito uma escolha e não apenas deixado a vida seguir, quando percebo que as coisas mudaram de algum jeito (e se eu percebo, é porque a mudança deve ter sido para pior). Talvez seja melhor assim, fazer escolhas sem notá-las. Cansa menos. É claro que há momentos em que não dá para ignorar a escolha na sua frente, pedindo para ser feita. E também não dá para ignorar quando uma escolha ruim feita sem que lhe fosse dada muita importância vem cobrar seu preço algum tempo depois.
Parece que todas as minhas escolhas ruins resolveram me cobrar de uma vez só.
Acho que chega um ponto em que não tem mais como desfazer essas escolhas- diria que as inconscientes são mais difíceis de desfazer, mas no fim das contas dá na mesma, com a diferença de que as escolhas conscientes são calos muito mais doloridos, eu acho-, surge um nó impossível de ser desatado ou um cubo mágico cujas faces já foram viradas e reviradas tanta vezes que não é mais possível resolvê-lo. Bom seria comprar outra vida, como se compra outro cubo mágico."
Ao som de Cornerstone, há alguém nesse mundo que me conhece melhor que eu mesma.
Parece que todas as minhas escolhas ruins resolveram me cobrar de uma vez só.
Acho que chega um ponto em que não tem mais como desfazer essas escolhas- diria que as inconscientes são mais difíceis de desfazer, mas no fim das contas dá na mesma, com a diferença de que as escolhas conscientes são calos muito mais doloridos, eu acho-, surge um nó impossível de ser desatado ou um cubo mágico cujas faces já foram viradas e reviradas tanta vezes que não é mais possível resolvê-lo. Bom seria comprar outra vida, como se compra outro cubo mágico."
Ao som de Cornerstone, há alguém nesse mundo que me conhece melhor que eu mesma.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O que eu quero nessas férias
Quero ingerir carboidratos sem me sentir culpada. Quero amanhecer na internet. Ficar de meia o dia inteiro e afundar em pipocas. Quero ver filmes repetidos. Ouvir todas as bandas que eu amo até enjoar [creio eu que isso não seja possível]. Quero não olhar no relógio. Aliás, acho que vou dar umas férias pra ele também. Quero não ter hora pra chegar em casa. Fazer refeições só quando realmente estiver com fome. Quero ler todos os livros que tenho vontade e que planejei ler. Quero fazer mil compras. Desmaiar com todas aquelas roupas e sapatos. Quero acompanhar a moda [nunca fiz isso, mas sei que estou bastante pra trás]. Quero visitar meus velhos amigos. Mandar cartões de natal. Quero comer pão-de-queijo da minha vó. Ir para as festas linda e loira. Dançar até suar e até meus músculos fadigarem. Beber a ponto de ser por instantes a pessoa mais feliz do planeta. Quero me exercitar. Fazer uma caminhada no final da tarde. Quero dormir acompanhada. Quero fazer um pic-nic embaixo de uma árvore. Quero deitar no sofá pra ver a novela das oito [não sigo, mas eu quero]. Quero dormir até babar no travesseiro. Quero brincar com meus cães. Quero ficar horas no telefone até dar cãibras na língua. Quero poupar minha agenda e fazer o que eu tiver vontade. Encostar minhas canetas e não abrir minha caixa de entrada de e-mails. Quero sair da rotina. Quero ser feliz.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Histeria
Não é nenhuma novidade que em semana de provas meu metabolismo sofre sérias alterações. Sim, fico pior do que qualquer mulher na TPM. E duplamente. Por que (céus) fui escolher o único curso da faculdade que tem duas semanas de prova? Enquanto o resto das pessoas só ficarão tensas na próxima semana, eu já me encontro uma pilha de nervos. Há horas que eu acho que minha cabeça vai acabar explodindo.E como se não bastasse, as provas vieram acompanhadas de pelo menos mais uns vinte "problemas", daqueles bem espinhosos e delicados.
Suspiros. Mas eu vou sobreviver. Sempre sobrevivo. Mais algumas semanas e meus dias terão 24 horas completas novamente. Tenho que sobreviver.
domingo, 29 de novembro de 2009
Asteriscos
Dois mil e nove já deu o que tinha que dar. Quero mais é que dois mil e dez chegue logo, depressa, voando. É meio chato assumir certas coisas, mas eu assumo que estou precisando de um pretexto para mudar. Preciso de um motivo para fazer grandes mudanças. Radicalismo. Até mesmo físico, que seja. Estou sentindo algo vazio e certo, não estou fazendo nada para mudar isso. Rodeada de bonecos infláveis e moldáveis. Sim, esses são os que se dizem meus amigos. Sinto falta de algumas amigas, inclusive as que se casam e nem mandam convite. Mesmo parecendo ser dramática, não é nada fácil desabafar sempre em posts, sempre em blog. Estive quase comprando uma bola de voley e dando-a um nome, como no filme O Náufrago. Mas literalmente falando, já tentei de várias formas entender algumas situações e pessoas, mas as pessoas que me rodeiam, as pessoas que vejo, como grande observadora que sou, são tão, tão, mesquinhas, vivem simplesmente de aparências. De roupas. Cabelos. Todas sim, estou generalizando agora. Na minha época, costumava existir amizades mais firmes, amizades clássicas. Mas hoje, até mesmo das minhas amizades clássicas, não sobrou (sobraram) quase nada, ou nada. Nada de sentimentos, nada além de conversas paralelas.
Asteriscos para esse post eu queria dar. Modular todas essas letras em estrelinhas virtuais, mas não faria sentido então, uma vez que só tenho isso para desabafar dizendo o que sinto de verdade.
****
Asteriscos para esse post eu queria dar. Modular todas essas letras em estrelinhas virtuais, mas não faria sentido então, uma vez que só tenho isso para desabafar dizendo o que sinto de verdade.
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domingo, 15 de novembro de 2009
Final infeliz
Acabou. Não dá mais para tapar o sol com a peneira. Fim. Nada de rodeios. Nada de fingir que está tudo bem. As coisas foram longe demais. Estava difícil para mim e para todo mundo, mas ainda sim eu estava 'levando'. Nós fingimos que não sabíamos de nada, fingindo o desentendido. Mas o tempo virou contra mim e aquele que eu considerava ser meu maior aliado me deu as costas e agora está de joguinho comigo. O tempo não dá nem para dormir, nem para pensar. Estamos todos chateados, estressados, esgotados, desgastados, de saco cheio. E a única coisa a qual me deixa feliz é saber compreender e reconhecer a mim mesma. Reconhecer que mereço desprezo de vocês, ódio até, quem sabe. Brigas atrás de brigas não estão nos levando a lugar algum, ficamos sempre no mesmo lugar, ok, paro de falar pluralmente, eu fico sempre no mesmo lugar. Digo que resolvo, me sinto decidida, mas sempre volto atrás. Assumo todos meus erros, assumo tudo que eu disse e fiz de errado. E pela milésima vez, só peço desculpas, a todos vocês. Nunca foi minha intenção magoar tanta gente de uma só vez. Só lamento por ser assim e pensar não ter mais 'conserto'. Sim, digo de mim. Do meu eu deslareçado. Do meu jeito que de tão diferente e estranho me dá ódio, me afeta. Me despeço com uma náusea imensa e um gosto amargo na boca. Não vai mais acontecer. Sempre para mim, mas não mais para vocês.
sábado, 7 de novembro de 2009
Neverland
Alguém algum dia já se perguntou se sua liberdade é limitada? Cheguei a essa conclusão hoje. Sempre me questiono sobre a indepêndencia, que, creio eu, é algo demasiado complexo e um tanto quanto relativo. Se a liberdade é ter poder de escolhas, é ter alternativas, é ser livre pra poder fazer o que se tem vontade, peraí, o playground não está acomodando bem todas as pessoas não. Você pode decidir, pode escolher, mas observe, as alternativas são sempre as mesmas. Sempre as mesmas opções, tudo tão, limitado! Um mundo pequeno para ser livre, pelo menos no meu ponto de vista, a liberdade que eu quero vai muito além disso aqui. O lugar onde eu queria estar agora, a minha terra do nunca, é um lugar ilimitado, amplamente conquistador, infinito. Onde escolhas, aliás, não é preciso escolher, não é preciso optar. Lá você pode tudo. Tudo.
Take me to neverland.
Take me to neverland.
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